Os “perseguidos” perseguidos

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Grupo de 10 refugiados LGBT que já sofreram discriminação de seus conterrâneos na Holanda. São 7 homens, 2 mulheres e 1 transgênero

Por Márcio Lima

A pessoa foge de seu país intolerante e consegue refúgio na Holanda. Mesmo lá, continua sofrendo perseguição por ser gay dentro dos abrigos de emergência destinados aos fugitivos. É o que vem acontecendo em países que têm aceito refugiados da Guerra na Síria. Por isso Amsterdam começa em fevereiro um programa de educação para refugiados sobre a política da Holanda sobre gays e também como respeitar as mulheres holandesas nas ruas.

A Holanda desde a década de 1970 é pioneira no Mundo em ações de tolerância e respeito a gays e mulheres, aos quais são assegurados isonomia de direitos na sociedade.

O choque que tem havido entre os refugiados por causa de intolerância e desrespeito a gays e mulheres, já provocou várias ocorrências policiais. Isto fez com que a Capital do país, Amsterdam, saísse na frente em proteção a eles, em vez de aguardar a definição de uma política nacional sobre este problema.

A Prefeitura de Amsterdam havia criado abrigos exclusivos para gays, mas desistiu da ideia depois de críticas que consideraram a medida discriminatória. Hoje os refugiados homossexuais podem morar em contato com seus conterrâneos em alas especiais dentro de um abrigo no Centro da cidade. E seus conterrâneos é que terão que se adaptar à nova realidade em um território livre.

Com o início do Programa sobre tolerância e respeito a gays e mulheres no próximo mês, a Prefeitura acredita que poderá esclarecer a todos os refugiados que eles devem se adaptar ao novo status social em que vivem e acabar com discriminação. O projeto abordará a aceitação à população LGBT- Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros; além do respeito à mulheres pois elas têm os mesmos direitos que os homens.

Nesta segunda-feira o Ministro da Educação holandês anunciou que o Programa será implantado brevemente, logo que seja estabelecido uma política nacional sobre o assunto.

  • Márcio Lima é Bacharel em Comunicação Social e Jornalismo, estudou psicologia na 
    Vrije Universiteit Amsterdam e morou na Holanda por muitos anos.
Fontes: Telegraaf – NUamsterdam – Parool
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